quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

QUERENÇA



Queria eu
abster-me desse querer
que por ti, eviterno amor
clama meu coração!
Mas entregue a tão precioso encanto,
quero merecer o teu canto,
que para minh'alma é acalanto.

Uma tal querença
flamejando em mim.
Pois que trazes a suavidade de um anjo,
uma luz transcendendo a razão.
Mas eis que não posso querer
esse amor porque vivo a morrer,
sem razão ecoando em meu ser.

Medo maior que dor de solidão
é do que diz desse amor, meu coração.
Queria dizer não a esse medo,
mas meu querer é vão.
Desejo assim não amar
em meio ao medo não desejar
a querença que me traz teu olhar!

Entorpecido pela tristeza
que ao teu sorriso adorna a beleza,
desejo perder-me enfim,
esquecer o meu sofrer,
fugir para longe de tão triste amor
que num labirinto me deixou
entregue sem querer à estulta dor!


DILMA MOTA

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