No paradoxo em que m'encontro
depois do adeus,
sinto minh'alma consumir-se
em nostalgia,
nos esvaziados dias
que as dores alimentam...
Absorto
no desconforto
das horas tecidas pelo tempo,
sonho em segredar a saudade
dentro dum abraço teu,
terno, eterno...
Vislumbro conter o meu pranto
num amanhecer d'encontro...
Tocar tua face,
o infinito...
Ter a sensação outra vez
de tocar os lábios dum anjo...
Salvai minha essência!
Por ti clama
tão pobre e efêmera existência...
A tua ausência é deserto
que a vida traduz
em miragens na solitude...
DILMA MOTA

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