terça-feira, 23 de agosto de 2016

MAR DE SAUDADE

Esvaem-se os dias
e não achega a cura
da saudade acerba
que amolga o flébil coração
no peito a pulsar...
A contar
o tempo
da efêmera existência circundante.

Incessantes ondas de lembranças
do sorriso perdido,
mistura d'encanto e magia
a embalar sentimentos
e oxigenar células indômitas.
São correntezas que levam
e enlevam
a vida.

Plangente a contemplar
os traços que o torna único,
na abstração das intermináveis horas
imerge a'lma,
na irrealidade de ter você,
acovarda-se o meu ser
diante dum medo maior
de perder o tempo do amor.

A vagar no infinito,
deserto que restou,
descaminho...
Às vezes corro,
sem socorro,
almejando a felicidade
a singrar num mar de saudade.
DILMA MOTA

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