Quantas vezes você chegou
e silenciando a espera
desaguou imposições
ao que circundava a vida...
Se vens já é pensando em partir,
é como se não estivesses aqui!
Em tantas vezes que chegou
voou sem marcas deixar,
nos lamentos em vão
cultivo incertezas...
Um horizonte finges existir,
como se precisasses estar aqui!
Insolitamente, esvai-se
teu amor fugaz
que não traz
a paz que preciso...
És um rio inconexo ao mar,
mesmo assim, porto a ancorar!
Foram-se tantas luas
com lembranças suas
a acederem lágrimas
por um amor inacessível...
Que traz a encruzilhada roaz,
em que ter você, é perder!
DILMA MOTA

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